Ônibus gelado, bairro esquecido

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Ônibus gelado, bairro esquecido

Hora de ajustar a rota

A frota de ônibus de Foz do Iguaçu agora exibe um número bonito: 88% climatizada. Foto oficial, autoridades alinhadas, ônibus novos com wi-fi, USB e ar ligado. Parece cidade modelo. Mas basta sair da garagem da VISAC e ir além do centro para a pergunta surgir no ponto: quem está sentindo esse conforto?

O Descubra Seu Bairro reconhece o avanço: cinco veículos novos, 95 ônibus climatizados entre os 108 da frota. Mas o outro lado pesa. O sistema custa R$ 5,5 milhões por mês, sendo R$ 2,5 milhões bancados pela prefeitura. É muito dinheiro público para um modelo que ainda não equilibra conforto, frequência e planejamento.

Enquanto o ar-condicionado funciona nas linhas mais visíveis, como a do Parque Nacional, bairros como Mata Verde seguem cobrando o básico: mais horários, mais ônibus e menos lotação. O reforço nas linhas 120, 101 e 102 só veio depois de muita reclamação, quando a superlotação já era rotina. Estamos planejando ou apenas reagindo quando o problema explode?

O contraste fica evidente quando se olha para o Leste. A Cognópolis mostra que onde há planejamento, associação atuante e visão de longo prazo, os resultados aparecem: organização urbana, preservação, Hospital Unimed e a Perimetral Leste. Planejamento faz diferença.

Já no Mata Verde, o progresso passou deixando lacunas. A Perimetral facilitou o tráfego internacional, mas isolou moradores, fechou acessos e ampliou desvios. Lixo acumulado, mato alto e insegurança viraram parte da rotina. Desenvolvimento sem escuta vira abandono.

Não dá para falar em cidade inteligente quando bairros viram ilhas. É incoerente celebrar frota moderna enquanto ônibus quebram no trajeto ou desligam o ar para subir ladeiras, relatos recorrentes, que ajudam a explicar a desconfiança da população.

Investir em conforto é necessário. Ar-condicionado em dias de 40 graus é dignidade. Mas cidade não se governa só com vitrine. Planejamento precisa chegar onde o ônibus atrasa e o acesso fecha.

A Boca de Gamela segue aberta: não para atacar, mas para ajustar.

Porque QUANDO OS BAIRROS FALAM, TODA A CIDADE ESCUTA.

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