Liberação dos mosquitos deve ocorrer nos próximos meses. Estratégia é fundamental para a redução dos casos de dengue
Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) participaram, nesta quarta-feira (22), de uma capacitação on-line promovida pela Wolbito do Brasil. O treinamento abordou a segunda etapa de liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, estratégia conhecida como Método Wolbachia.
A nova etapa de liberação está prevista para os próximos meses e contemplará os bairros Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Morumbi (parcial), Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande. A nova fase abrangerá regiões diferentes daquelas contempladas na primeira etapa, pois, após a implantação da tecnologia no território, não são necessárias novas liberações nos bairros já atendidos. Nesta nova etapa, a iniciativa beneficiará mais de 140 mil moradores.
“A Wolbito do Brasil segue com treinamentos em todas as fases da implementação do Método Wolbachia. Este é um momento que permite que as pessoas que estarão em campo realizem as atividades da melhor forma possível, com qualidade, e tirem suas dúvidas. Os treinamentos reforçam que o Método vai além da soltura de mosquitos e, com o trabalho de agentes capacitados a partir da expertise de mais de uma década, vamos continuar conquistando o legado da redução das arboviroses por onde passamos”, afirma a gerente de implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre.
A liberação dos mosquitos ocorrerá ao longo de 26 semanas. Paralelamente, as equipes realizarão o monitoramento em campo para acompanhar o estabelecimento dos mosquitos com Wolbachia nas áreas contempladas pela intervenção.
O Método Wolbachia integra as ações de enfrentamento às arboviroses desenvolvidas pelo município, que também incluem o controle do mosquito e a eliminação de criadouros. Em conjunto, essas estratégias contribuem para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
No Ano Epidemiológico de 2026, Foz do Iguaçu registrou 3.321 notificações de dengue. Desse total, 30 casos foram confirmados e 3.169 descartados. No período, não houve registro de óbitos pela doença.
O método
O Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que possuem a bactéria Wolbachia. Naturalmente presente em alguns insetos, a bactéria reduz a capacidade de transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.
A Wolbachia é repassada aos mosquitos por meio da reprodução. Quando os Wolbitos são liberados em campo, eles se reproduzem com os mosquitos locais e seus descendentes passam a carregar essa proteção, reduzindo progressivamente a circulação de mosquitos capazes de transmitir essas doenças.
O método é seguro para pessoas, animais e para o meio ambiente e funciona como uma ferramenta complementar às ações de eliminação de criadouros do mosquito.
Os municípios contemplados são definidos pelo Ministério da Saúde. Em Foz do Iguaçu, as liberações começaram em agosto de 2024. Ao longo de 2025, o método alcançou 50% de cobertura da área urbana do município, contribuindo para uma redução significativa nos casos de dengue.
A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
Por ASSESSORIA













